Relacionamentos abusivos, liberdade e renascer.

Quem fica faz arte com as sobras de quem parte.
Mais um texto com devaneios que tirei como inspiração, o livro 'Eu me chamo Antônio".

E não é verdade? De quantos relacionamentos já saímos em frangalhos, presumindo que não tínhamos valor, acreditando que nunca mais iríamos conhecer alguém bacana ou que nos valorizasse, ou que não éramos exatamente como achávamos, pensando que estávamos errados? Isso aconteceu comigo na maioria dos meus relacionamentos, até eu entender que eram abusivos. Mas ninguém discutia isso até pouco tempo atrás.
Percebe que, dependendo de como a gente interpreta essa frase central, ela tem dois sentidos. Um de dependência e um de liberdade.

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Na dependência, acreditamos que precisamos de alguém que nos transforme em arte e nos deixe renascer após um desamor de quem quer que seja que partiu das nossas vidas. Aguardamos alguém nos salvar, tendo compaixão de quem sobramos da nossa existência, para valorizar tudo isso e renascer, florescer e continuar sendo alguém.

Na liberdade, nós somos quem ficamos, e pegamos as sobras de desamor e o que for, pra renascer e florescer desse pouco, da parte que nos foi deixada, para aprendermos com esses erros e podermos nos transformar, sermos pessoas melhores ou apenas, pessoas livres daqueles que já foram (talvez até tarde demais!).

Tudo depende da forma como a gente vê o outro, o mundo e a nós mesmos. Nem todo mundo é um príncipe que vai nos salvar. Nem todo mundo vale qualquer coisa. Nós não precisamos ser uma princesa indefesa, podemos ser também as heroínas e os heróis de nossa história e entender que não precisamos de ninguém nos dando valor pra que a gente se valorize!

Esse foi o devaneio de hoje. Espero que gostem!

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